FORMAS DE ORAÇÃO

 1. Privada – (Mt. 14.23; Mc. 6.46; Lc. 6.12). quando Jesus se retirava para montes ou desertos para orar; não era apenas para não ser interrompido, mas também para falar ao Pai em secreto. Assim como um casal, vai amadurecendo o seu diálogo, assim também acontece com o discípulo e o seu Senhor;

 

2. Concordância – (Lc. 9.28; Mt. 18.18,19; Mc. 10.51,52). Em algumas ocasiões o Senhor Jesus perguntava aos que iam ser curados qual era o desejo deles, para com isto gerar a concordância – (Gn. 11.6). Pedro e João (At. 3.1-3), Paulo e Barnabé (At. 14.6-12), e Paulo e Silas (At. 16.25-31). A oração de concordância é uma arma poderosa e aponta para a unidade e gera sinergia

 

3. Coletiva (At. 4.24-31) (grupo) – É a de concordância multiplicada. Um grupo ou toda Igreja local unida no mesmo propósito, apresentando juntos a sua petição. Deus opera tremendamente o Seu poder nesta forma de oração.

 

Na próxima parte veremos o que a Bíblia nos ensina sobre como, quando e onde orar. Releia esse capítulo e comece a colocar em prática tudo o que o Espírito Santo tem te ensinado.

 

 ONDE, QUANDO E COMO ORAR?

               Muita coisa se tem falado e ouvido a respeito desse assunto e a maioria das pessoas continuam com suas dúvidas ou seguem preceitos humanos. Vamos ver o que a Bíblia nos diz quanto a isso.

 

QUANTO AO LOCAL

Gen. 24:63 – Isaque ora no campo.

Mat. 14:23 – Jesus subiu ao monte para orar.

João 11:41,42 – Jesus orou no cemitério.

Atos 21:05 – Paulo ora na praia.

Atos 22:16  – Paulo ora no templo.

Dan. 6:10 – Daniel orava no quarto.

Jon. 2:1 - Jonas ora no ventre da baleia.

Atos 9:11 - Paulo ora na casa do seu amigo.

Atos 16:25 – Paulo e Silas oram na cadeia.

Em Mateus 6:6 -  Jesus manda orar no quarto. O que você acha disso ?

Descubra o local certo de orar, lendo os seguintes textos : João 4 : 20 – 24 e  I Tim. 2:8 

 

 QUANTO AO TEMPO

Gen. 24:63 – Isaque ora no cair da tarde.

Sal. 5:3 - Davi ora pela manhã.

Sal. 42:8 - Davi ora à noite.

Sal. 119:63– Davi ora à meia-noite.

Sal. 55:17 - O salmista ora de manhã, ao meio dia e à tarde.

Dan. 6:10 - Daniel ora 3 vezes ao dia.

Mateus 26:36 – Jesus ora de madrugada.

Atos 16:25- Paulo e Silas oram perto da meia noite.

 

 Descubra a hora certa de orar, lendo o seguinte texto : I Tes. 5:17

 

 

QUANTO À  MANEIRA

Gen. 24:63 – Abraão ora ajoelhado.

Êxo. 17:12 - Moisés ora assentado.

Sal. 5:3 - Ezequias ora deitado.

Sal. 42:8 - Davi ora em pé.

Dan. 6:10 - Daniel ora de joelhos.

Atos 16:25 – Paulo ora assentado e acorrentado.

 

Existe um ensinamento corrente sobre fecharmos os olhos para orarmos, essa atitude se refere à nossa capacidade de nos concentrarmos mais na oração quando não vemos o que acontece ao nosso redor. Para algumas crianças ensinamos também que devem ajuntar as suas duas mãos de forma que ela também não se distraia com movimentos das mãos ou dedos. Creio que o fechar dos olhos é uma boa ferramenta para os momentos de oração, visto que nem todos conseguem se concentrar se permanecer com os olhos abertos, porém existem certas situações em que se deve necessariamente orar de olhos abertos.

 

Quando se está andando, dirigindo ou fazendo alguma outra coisa

Quando se está orando por pessoas potencialmente endemoniadas

 

A posição de joelhos talvez seja a preferida pela maioria dos crentes, porém a atitude de oração deve estar primeira no coração, depois, conforme a situação, necessidade ou local obedecer ao princípio da reverência e humildade diante do Senhor.

 

Descubra a maneira certa de orar, lendo o seguinte texto :  Heb. 10:22 

Na próxima parte veremos o que a Bíblia nos ensina sobre as respostas da oração, quando e como elas vêm e como ela pode ser ou estar sendo impedida. Releia esse capítulo e comece a colocar em prática tudo o que o Espírito Santo tem te ensinado.

 

RESPOSTAS  À ORAÇÃO

 Quando nos dedicamos a orar é claro que desejamos ver as nossas orações atendidas e a Bíblia nos ensina muito a respeito da certeza de que elas serão realmente atendidas, vejamos :

 

 A CERTEZA DE QUE ORAÇÕES SÃO RESPONDIDAS

        É de grande significância que, sempre que o Novo Testamento fala de petições dirigidas a Deus, ressalta que tais petições são atendidas (Mt. 6:8; 7:7-11; 18:19; 21:22; Jo. 14:13-14; 15:7, 16; 16:23-24, 26; I Jo. 3:22; 5:14-15; Tg. 1:5). É como se as testemunhas no NT quisessem muito especialmente encorajar os homens a orarem, dando a certeza ao suplicante que Deus ouve tais pedidos. O NT tem consciência de que esta certeza conserva viva toda a oração; no caso de tal certeza se enfraquecer ou diminuir por causa da dúvida, a oração pereceria.

        Qual  a base dessa certeza oferecida pelo NT ? Em Mt. 7:8, o fato de os pedidos serem ouvidos se declara como princípio básico do Reino de Deus. Todo o que pede recebe. Esse princípio é o fundamento da injunção, com a promessa que a acompanha: Pedi, e dar-se-vos-á. Deus é o pai que ama os Seus mais do que um pai terrestre ama seus filhos, e que portanto, no poder deixar que as petições deles sejam em vão, pelo contrário, dá-lhes tudo o que precisam. Existe também outra certeza que percorre a totalidade da Bíblia e que sustenta tudo o que ela diz : a certeza de que Deus é um Deus vivo que ouve e vê, e que tem o coração cheio de compaixão.

        O NT ressalta repetidas vezes a lição, porém, que a oração que Deus responde deve ser o tipo certo de oração. Há alusão a isto em Mt. 7:7-8, onde os verbos buscar e bater se empregam em paralelo com pedir. Freqüentemente a Bíblia nos orienta em direção a Deus. Assim, temos um indício daquilo que se constitui a oração verdadeira.

 

1. Deve estar à altura da natureza d'Aquele a quem se dirige a oração; nesse caso nossos pedidos estarão em conformidade com a Sua vontade (conforme I Jo. 5:14 pedir alguma coisa de acordo com Sua vontade). Pedir algo da parte de Deus  pedir a Ele alguma coisa justa e boa (Mt. 7:11). Lucas interpreta tal pedido no sentido de pedir o Espírito Santo (Lc. 11:13).

2. Deve ser feita com fé, pois nunca podemos nos esquecer da Pessoa a quem nos dirigimos: O Deus Vivo, o Onipotente para quem nada  impossível (Lc. 1:37), e da parte de quem, portanto, pode-se esperar todas as coisas. (Veja Mt. 21:22; Tg. 1:5-6). Duvidar de Deus é fazer injustiça a Ele, pois a dúvida faz pouco de Sua divindade, julga falsamente o Seu caráter, e, portanto, nada recebe da parte dEle (Tg. 1:7). A verdadeira oração se vincula com a fé, isto, com a certeza de ser atendido. O NT encoraja tamanho grau de certeza que o suplicante pode acreditar realmente que já recebeu o seu pedido no exato momento de pedir (Mc. 11:24; I Jo. 5:15).

As passagens correspondentes nos escritos de João expandem a idéia de pedir com fé: este fato, segundo se nos diz, decorre das palavras dEle que permanecem em nós (Jo. 15:7), isto é, do fato de estarmos em comunhão tão estreita com Jesus e com Sua palavra que em nós habita, que o nosso pedido há, certamente, de ser, conforme  a Sua vontade. I Jo. 3:22 avança um pouco mais na esfera da ótica: Aquilo que pedimos, dEle recebemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dEle o que lhe é agradável, isto, porque a nossa petição brota de uma atitude correta diante de Deus. É possível que Mt. 18:19 seja relevante nesse ponto: a oração uníssona dos discípulos indica que foram renunciados todos os desejos egoístas, pois a oração egoísta  falsa, e nada recebe da parte de Deus (Tg. 4:3; Mc. 10:35).

 

 

AS RESPOSTAS QUE DEUS DÁ

 

        São quatro as respostas que Deus dá às nossas orações: sim, espera mais um pouco, não e o silêncio.

 

SIM => Essa resposta ser sempre obtida se observarmos os preceitos acima descritos.

ESPERA MAIS UM POUCO => Esse tipo de resposta sempre nos leva  necessidade da prática da                                            perseverança (Lc. 18:1-8).

NÃO => Uma resposta assim ser o resultado de nos termos pedido, conforme Sua vontade e sempre ser para o nosso benefício. (Rm. 8:28; Tg. 4:7a.)

SILÊNCIO => Essa atitude de Deus pode implicar que existem impedimentos à nossa oração. (I Sm. 28:6).

 

É muito importante que estejamos atentos s respostas de Deus e sempre prontos a aceitá-las com humildade e submisso, glorificando a Deus e sendo grato a Ele por tudo, mesmo que Suas respostas no sejam o que desejamos.

Na próxima parte veremos o que a Bíblia nos ensina sobre como a oração  pode ser ou estar sendo impedida. Releia todo esse capítulo e comece a colocar em prática tudo o que o Espírito Santo tem te ensinado.

 

 

IMPEDIMENTOS  À ORAÇÃO

 

Como vimos no estudo anterior, o silêncio de Deus pode significar que algum impedimento pode estar ocorrendo contra nossas orações; precisamos então ver o que a Bíblia nos diz sobre isso.

 

IMPEDIMENTOS GERADOS PELO PECADO

 

O principal impedimento às nossas orações são os nossos próprios pecados, conforme nos diz o texto de Isaías 59:1-2.

Geralmente são cinco os tipos de pecados que servem de empecilhos às respostas da oração:

 

Desobediência, Dt. 1:43-45;

Quem obedece e faz a vontade de Deus, Ele o ouvir, Jo 9:31;

Falta de amor ao próximo, Is. 58:9-10, pedimos e recebemos porque obedecemos aos Seus mandamentos de amar o nosso próximo, I Jo 3:22-23;

Injustiça, Mq. 3:1-4; Is. 1:15-17, Deus ouve os justos, Sl. 34:17;

Espírito irreconciliável, Mt 5:23,24; Mc 11:25, Deus ouve os que se humilham, II Cr 7:14;

Desentendimento conjugal, I Pe. 3:7, na concordância do casal há promessa de resposta  Mt 18:19.

 

Veja bem que no estamos tratando aqui sobre se pedimos ou no conforme a Sua vontade, mas sim se as nossas atitudes no criaram uma barreira natural impedindo nossas orações. Veja a Quarta visão do profeta Zacarias onde o sumo sacerdote  acusado por Satanás porque suas vestes estavam sujas (pecado). Zc. 3:1-4. Qualquer pecado do sumo sacerdote poderia ser fatal a ele, por isso tinham campainhas penduradas nas suas vestes para se saber se estavam vivos Ex. 39:25,26 e eles entravam no santo dos santos com uma corda amarrada na cintura, e se morressem lá eram arrastados de fora Lc 1:10,21; e hoje nós somos sacerdotes diante de Deus I Pe. 2:9; Ap. 5:9-10, e nossas orações como incenso Ap 8:4, não somos consumidos por causa da Sua misericórdia Lm 3:22-23, mas são criados impedimentos porque Deus é Santo. Neste caso nos resta uma solução, veja o que diz Tiago 4:8-10.

 

 

IMPEDIMENTOS GERADOS PELAS FORÇAS OCULTAS DAS TREVAS

 

O segundo tipo de impedimento as nossas orações é aquele que  gerado pela oposição do inferno tentando impedir que oração tenha êxito. Isso aconteceu com Daniel quando ele orava buscando discernimento dos acontecimentos dos últimos dias (Dn 9:2-3) e o príncipe do reino da Pérsia (um principado do inferno) se opôs (Dn 10:12-13) e isso aconteceu durante 21 dias (Dn 10:2).

Tendo então conhecimento desses fatos, de como ocorrem pelejas espirituais no intuito de contrariar na vida do crente, na sua família, no seu trabalho, na sua igreja, na sua cidade, tudo o que Deus tem determinado, precisamos nos posicionar quando em oração nos colocamos, pois uma oração feita por um justo muito pode em seus efeitos (Tg. 5:16-18), ore portanto a todo o tempo vestido da armadura de Deus (Ef. 6:11, 18).

Ás vezes as forças ocultas das trevas não são mobilizadas apenas no momento em que o crente começa a orar, maldições hereditárias, espíritos familiares ou qualquer outra ferramenta do inferno pode estar travando a benção a qual você está pedindo em oração, nesse caso entram em ação a perseverança, a revelação da parte de Deus, o conhecimento da Palavra e o posicionamento para a guerra para destravar a sua benção, porque ela já é  sua. Assim como o povo de Israel teve que lutar contra os povos para conquistar a terra prometida você tem que travar uma batalha com Deus na sua oração e sim contra as correntes do inferno para que elas sejam arrebentadas em nome de Jesus.

Veja o caso de Isaque, um espírito familiar de esterilidade acompanhava aquela família, observe que Sara era estéril (Gn. 11:29-30), Rebeca era estéril (Gn. 25:21), Raquel era estéril (Gn. 29:31), o diabo queria a qualquer custo impedir que a palavra de Deus se cumprisse (Gn. 15:5), Sara, Rebeca e Raquel tinham os mesmos laços familiares (Gn. 20:12; Ge. 22:23; Ge. 29:12) a questão da esterilidade pode estar vinculado a algum pacto feito por Sara ou seus pais estando eles ainda em Ur dos Caldeus, pois o padroeiro de Ur era um deus ligado lua podendo ter então influência na questão da fecundidade, veja como era forte essa questão da esterilidade de Sara quando Deus torna toda a casa de Abimeleque estéril por causa da esterilidade de Sara  Gn. 20:18. A vitória de Sara vem por intervenção de Deus (Gn. 18:9-14), a vitória de Rebeca vem pela oração insistente de Isaque (Gn. 25:21), a vitória de Raquel vem por sua própria luta em oração (Gn. 30:8 e 22)

            Na próxima parte veremos o que a Bíblia nos ensina sobre oração espiritual, orar em línguas, orar no espírito, etc. Releia esse capítulo e toda a apostila e comece a colocar em prática tudo o que o Espírito Santo de Deus tem te ensinado.

 

 

 ORAÇÃO ESPIRITUAL

 

Orar no Espírito ou orar em línguas é um sinal de que a oração é mais santa? Vai esse tipo de oração direto para o trono de Deus? Vamos ver o que a Bíblia nos diz sobre isso.